22 de novembro de 2011

26/11 PLANTIO DE MUDAS E AGITA KERALUX - VENHA PARTICIPAR


O plantio de mudas é uma compensação simbólica do CO2 emitido durante as filmagens e oficinas do Projeto Keralux- câmera e ação!. Já a atividade do AGITA KERALUX será na praça e a organização é do Grupo DESLOK, um movimento de desenvolvimento local no Jardim Keralux que começará suas atividades no bairro e neste evento visa aproximar suas idéias a comunidade e aos interessados neste trabalho! 
VENHA PARTICIPAR CONOSCO DESTE EVENTO!

12 de novembro de 2011

"KERALUX" NO FESTIVAL GLOBALE RIO

O festival Globale Rio é : "globale é um festival que propõe, através da exibição de filmes de ficção e documentário, construir momentos de debate com um público amplo sobre temas relacionados aos processos de globalização. É um festival sem fins lucrativos, não competitivo e que, portanto, não entrega prêmios nem cobra taxas de inscrição. globale nasceu em Berlim (Alemanha), em 2003, e segue sendo realizado até hoje com o propósito, inclusive, de que as sedes do festival sigam multiplicando-se, de forma a criar uma rede."




O Festival globale Rio 2011 será realizado entre os dias 18 e 26 de novembro de 2011, com exibições nos seguintes locais: Centro Cultura Justiça Federal (Centro), Cinema Nosso (Lapa), Ponto Cine (Guadalupe Shopping), Lona Cultural (São João de Meriti), Biblioteca Parque (Manguinhos), Espaço Troque uma Arma por um Pincel (Rocinha) e Loja da Roça (Complexo da Maré). Em breve, estaremos divulgando toda a nossa programação com as datas e horários das sessões.



Apresentamos abaixo a lista dos filmes selecionados. Desejamos sucesso a todos os diretores e equipes que colaboraram com a realização do evento!




Lista de filmes selecionados para o Festival globale Rio 2011:




- A terra da lua partida, de Marcos Negrão e André Rangel. Brasil, 2010, 52min.




- Aperreio, de Doty Luz e Humberto Capucci. Brasil, 2010, 20min.




- Arte eleitoral gratuita, de IZP. Brasil, 2010, 2min.




- Brad, uma noite a mais nas barricadas, de Miguel Castro. Brasil, 2007, 55min.




- Canções de resistência guarani, de Ricardo Sá. Brasil, 2011, 21min.




- Da margem ao centro: o outro lado do desenvolvimento, de Márcia Shoo. Brasil, 2009, 34min.




- Dependente, de Marco Keller. Alemanha, 2010, 85min.




- É tudo mentira, de Jaco Galdino. Brasil, 2007, 10min.




- Ecobarreiras, de Gustavo Pelizzon; Lucas Zappa e Márcio Isensee. Brasil, 2010, 7min.




- Encontro com Milton Santos ou o Mundo global visto pelo lado de cá, de Silvio Tendler. Brasil, 2006, 89min.




- Heróis do cotidiano, de Antônio Pessoa. Brasil, 2010, 15min.




- Jardim Beleléu, de Ari Cândido Fernandes. Brasil, 2009, 15min.




- Keralux, de Juliana Cavalcanti. Brasil, 2011, 36min.




- Lá e cá, de Clarissa Guarilha. Brasil, 2007, 22min.




- Luto como mãe, de Luis Carlos Nascimento. Brasil, 2009, 70min.




- Mama Chocó, de Diana Kuellar. Colômbia, 2010, 58min.




- Monjubá quilombos, de Lúcia Araújo. Brasil, 2005, 30min.




- Mulheres e mudanças climáticas, de Flavio Pazos. Uruguai, 2010, 10min.




- Muro da vergonha, de Bloco Se Benze que Dá. Brasil, 2010, 5min30.




- Na área, de Jonas Amarante. Reino Unido, 2011, 15min.




- Não vale, de Silvestro Montanaro. Brasil, 2010, 75min.




- Nem um minuto de silêncio, de Brigada Audiovisual da Via Campesina. Brasil, 2008, 23min.




- Nossa água: o movimento que move as pessoas, de Marcilene Maia. Brasil, 2011, 8min.




- O dia de Salma, de Maria Rita Nepomuceno. Brasil / Itália / França, 2010, 7min.




- PAC Manguinhos: promessa, desconfiança e esperança, de Fabiana Melo Sousa. Brasil, 2010, 40min.




- Poro: intervenções urbanas e ações efêmeras, de Brígida Campbell, Marcelo Terça-Nada e Michel Brasil. Brasil, 2009, 20min.




- Povo marcado - A voz da mulher encarcerada, de Werinton Kermes e Luciana Lopez. Brasi, 2008, 30min.




- Proibido parar, de Christian Caselli. Brasil, 2010, 6min30.




- Rádio Interofônica: Ação papos ambulantes em Recife, de Mariana Novaes e Marcelo Wasem. Brasil, 2010, 6min50.




- Remoções: 'A expressão do mais perverso da nossa sociedade', de WITNESS.org, Brasil/ EUA, 2010, 6min30.




- Remoções: 'Como arrancar uma planta com raiz e tudo', de WITNESS.org, Brasil / EUA, 2010, 4min45.




- Salvem os ricos, de Coletivo Heróis do Cotidiano. Brasil, 2010, 9min25.




- São Jorge e seus dragões, de Sandro José da Silva. Brasil, 2011, 21min.




- Sucata de plástico, de Bruno Xavier. Brasil, 2011, 7min.




- Sucumbios, terra sem mal, de Arturo Hortas, Espanha, 2011, 29min58.




- Teclópolis, de Javier Mrad e Cancan Club. Argentina, 2009, 12min.




- Terraplana, de Ludmila Curi. Brasil, 2009, 15min.




- Terras indígenas não são para obras da copa nem olimpíadas, de WITNESS.org. Brasil / EUA, 2010, 4min.




- Territórios de sacrifício ao Deus do capital: O caso da "Ilha da Madeira", de Fabiana Melo Sousa. Brasil, 2010, 20min.




- Tucurui – A saga de um povo, de Silvia Alvarez. Brasil, 2010, 16min.




- Um domingo no MAM, de Letícia Simões. Brasil, 2011, 20min.




- Vídeo informes CMI La PLata, de Indymedia La Plata / Lanzallamas. Argentina / Espanha, 2010, 10min.




- Vozes da missão - Favela do metrô, de WITNESS.org e Moradores da Favela do Metrô. Brasil / EUA, 2011, 5min.




- Vozes da missão - Morro da Providência, de WITNESS.org e Moradores do Morro da Providência. Brasil / EUA, 2011, 4min21.




- Vozes da missão – Restinga, de WITNESS.org e Moradores da Comunidade da Restinga. Brasil / EUA, 2011, 4min.




- Vozes da missão - Vila Recreio 2, de WITNESS.org e Moradores da Vila Recreio 2. Brasil / EUA, 2011, 5min.




- Vozes do clima, de FASE. Brasil, 2009, 18min.




- WITNESS no Rio: Uso do vídeo contra as remoções forçadas, de WITNESS.org. Brasil / EUA, 2011, 4min.




- Xingu: Porque não queremos Belo Monte, de Olhear electromatto. Brasil, 2010, 18min.

24 de outubro de 2011

DOC KERALUX EM EXIBIÇÃO NA MOSTRA COORDENADAS EM SAMPA

O Documentário Keralux faz parte do Programa 1- Luta de extremos da Mostra Coordenadas - "Política e Audiovisual entre Centros e Periferias". Essa Mostra é itinerante e pretende mostrar obras de audiovisual com a temática centro e Periferia, organizada pelo coletivo Festival Latinoamericano de la Clase Obrera (Felco) de São Paulo, os filmes selecionados serão exibidos nas quatro regiões de São Paulo sempre acompanhados de debates e distribuição gratuita dos vídeos.

O Documentário Keralux será exibido :


Dia 29/11 às 15hrs na Sala Cine Olido 
Dia 04/12 às 19hrs na Sala Cine Olido 

Endereço Sala Cine Olido: Av. São João, 473- Centro

VENHA CONFERIR !!!

3 de agosto de 2011

Oficinas Culturais do Estado de São Paulo - Ermelino/Keralux

 FAÇAM SUAS PRÉ-INSCRIÇÕES ENTRANDO EM CONTATO COM O ORIENTADOR DA OFICINA QUE TE INTERESSOU!

A oficina que serei o orientador é a de "Curso de prática do cinema de ficção  com atores", onde os "aprendizes", poderão estar interessados em dirigir, ou atuar.
Esta será a terceira edição das oficinas de cinema no Keralux- Ermelino Matarazzo, onde na primeira fizemos de documentários, a segunda de ficção e nesta próxima iremos explorar as idéias em três exercicios filmicos, uma partindo de um roteirista, outra partindo dos atores e a final partindo dos diretores.
Venham, serão muito bem-vindos!
abraços Edson Costa (costtaedson@gmail.com)


18 de julho de 2011

22 de junho de 2011

CINE DEBATE ( EACH -USP)

Nesta segunda feira, dia 20 de junho, realizamos a primeira exibição do vídeo documentário "KERALUX" e os curtas "JARDIM ESPERANÇA", "OPORTUNIDADES QUE FIZERAM A DIFERENÇA" e " E AGORA MARIA?" na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) mais conhecida como USP LESTE. A exibição teve início às 14hrs com direito a pipoca, por conta do NAPRA (Núcleo de Apoio a População Ribeirinha da Amazônia).
Depois das exibições tivemos um Coffe Break sensacional, cedido pelo CAgesa (Centro Acadêmico de Gestão Ambiental) onde pudemos perceber as conversas e discussões instigadas pelo documentário. A grande maioria dos alunos que assistiram ao filme ficaram para a segunda rodada do evento: O debate. A proposta do debate foi discutirmos sobre o tema "Como Resolução de Problemas se aplica na prática?", discussão que envolve a questão da extensão, o então tripé menos valorizado da universidade pública.

Formamos uma grande roda e tivemos a presença ilustre do Prof. Dr. Mauro de Mello Leonel Júnior, representando o Instituto de Antropologia e Meio Ambiente; a Prof. Rosely Aparecida Liguori Imbernon, representando a Comissão de Cultura e Extensão da EACH; o Frederic Puerta Garcia, representando o Movimento de Ações e Idéias Ambientais; a Gabriela Ferreira, representante do Centro de Estudos e Pesquisas em Politicas Sociais e Qualidade de Vida e a Stéphanie Birrer, representando o NAPRA. A discussão foi mediada pela aluna Andreia Cristina, envolvida com a questão da extensão desde o início de sua carreira universitária, que conseguiu manter a discussão coerente com muita criatividade e jogo de cintura.

No primeiro momento, os convidados se apresentaram e deixaram claro seus pareceres sobre a questão levantada, podemos então ver perfeitamente as diversas formas de se fazer extensão dentro e fora da universidade. Aos poucos, outros representantes de outras iniciativas foram surgindo na discussão e acrescentando experiências e impressões das mesmas. O debate correu tão positivamente que surgiu um encaminhamento para todos os presentes de darmos continuidade a estes grupos de discussão sobre extensão. A idéia é criarmos uma unidade, um momento para todos os grupos se conversarem e pensarem juntos em ações efetivas. A Prof. Rosely também deixou claro que o CCEX está aberto a receber as propostas e mesmo ficar ciente das ações e colaborar da melhor forma possível.

O segundo momento, foi para a discussão específica do projeto de extensão aprovado para ser realizado no segundo semestre deste ano, Projeto de Articulação para o Desenvolvimento Local do Jd. Keralux, com a participação do Prof. Dr. Paulo Sinisgalli e o Prof. Dr. Paulo Almeida. Neste momento pudemos conhecer as pessoas interessadas em fazer parte do projeto, suas expectativas e experiências. Esperamos em breve inciar as atividades do Projeto que não deixa de ser uma continuação do Projeto keralux- câmera e ação!.

Por enquanto é só e aguardem a segunda exiição do Documentário na Semana de Arte e Cultura na EACH!!

16 de maio de 2011

CINEMA, MÚSICA, AMIGOS E BREJAS.....

Sábado 21 de maio acontecerá a segunda apresentação ao público do video-documentário KERALUX e os curtas "Oportunidades que fizeram a diferença", E Agora Maria" e "Jardim Esperança".

Começando as 20hrs e sem hora para acabar a programação contará com a exibição dos vídeos e apresentação da Banda Br's 420 ( alguns integrantes que compuseram a trilha sonora do documentário "KERALUX"). Mais informações sobre a banda: http://www.myspace.com/bandabrs

E toda essa festa será em um ambiente aconchegante e muito simpático que sempre está recheado de ótimas atrações, um espaço que visa estimular a promoção da diversidade cultural e social. Espaço Cultural Latino Americano- ECLA http://culturalatiamerica.blogspot.com/

Venha participar, interagir e curtir!!

Anota aí:::


DIA 21 de MAIO
A PARTIR DAS 20HRS
RUA ABOLIÇÃO, 244 - BELA VISTA - SÃO PAULO (perto do metrô Anhangabaú)

1 de março de 2011

1º Sarau de Intercâmbio Cultural Ermelino/Keralux


Fotos: Andréa Iseki
Depoimento: Edson Costa

O Sarau, um pouco de tudo!

 O delicioso encontro entre Robson Ventura e Raquel Androszczuk em voz e violão.
 Banda "BR's" de musica brasileira autoral. 
 Mais "BR's"
 Projeto de capoeira CLARA-TE, realizado no INKER
 Mais capoeira, foi uma delicia!
 Banda Conspiração
 Mais "Conspirações... rsrsrsrsr"
 Banda Mil Léguas...
 mais Mil Léguas, esta banda abriu o Sarau.
Carolzinha operando câmera, atenção ao palco, equipamento de luz e som, além dos técnicos, todos cedidos pela SPturis. Muito atenciosos conosco.
 Antes de tudo, tivemos um  temporal no meio da tarde, acabamos atrasando o começo do Sarau.
 O guarda-chuva era o acessório indispensável!
 Tendas banheiros quimicos, Também cedidos pela SPturis
 Mesa de luz e efeitos, também também da SPturis
 Abertura oficial do Sarau
 No começo das exibições as cadeiras estavam todas ocupadas, porém veio mais um temporal em meio a exibição, esta garantida pelo CineClube Assunção de São Bernardo do Campo.
 Garoto brinca na exposição das artes plásticas. Obras de Rocco de São Bernardo do Campo e BG Lunar de São Miguel Paulista.
Obras dos artistas plásticos Gallo e Rocco - Ambos de São Bernardo do Campo

Organizamos este Sarau, mesmo sem recurso financeiro nenhum. Contamos com parceiros de realização. O primeiro deles foi o Instituto União Keralux - INKER, que nos aproximou da Plataforma dos Centros Urbanos (Grupo Articulador de Ermelino Matarazzo), em todo o processo de organização e produção durou três meses, onde perigavamos de cancelar o evento inúmeras vezes, umas pelas descobertas dos caminhos burocráticos que poderiamos estar criando problemas aos nosso parceiros de realização, outras por promessas não cumpridas (padre). Porém iamos fazendo o plano B, C, D... no último dos planos, iamos buscar equipamentos em São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano, Ermelino, São Miguel e zona sul de São Paulo, todos cedidos por apoios: CineClube Assunsão, Corja Filmes, Final de Semana Cultural, Cinema de Guerrilha...
Estes que chegaram a ser produzidos, quando nos veio as respostas da SPturis (Empresa de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo), onde tinham confirmado o pedido feito de palco, som, luz, tendas e banheiros químicos. Depois de tantas indas e vindas dos planos, nem acreditavamos, parecia mentira. Mas era tudo real! Tinhamos a SPturis, por encaminhamento da subprefeitura de Ermelino Matarazzo.
No dia do Sarau estava tudo maravilhoso, o dia começou perfeito, o tempo aberto, o Evandro e o Mineiro eram os primeiros a estar no INKER, (eu fui o terceiro) acompanhando as tendas sendo montadas, banheiros, palco. Nós lá quebrando a cabeça para montar a exposição de artes plasticas, que tinha mais quadros do que paredes obras de Gallo e Rocco, ambos de São Bernardo do Campo e BG Lunar de São Miguel Paulista. Estavam Eu, o Mineiro, logo chegaram o André(Corja), o Robson, a Júlia, a Eli, depois chegaram a Paulinha, enquanto nós no salão, a Maria estava na cozinha, deixando tudo organizado para quando os lanches (para os voluntários) chegassem de Santo André (parte dos lanches doados pela Padaria Grilo de Santo André), ainda fui lá fazer graça com ela, e ela super compenetrada. Ela também foi uma das últimas a sair do Inker esse dia. No meio da tarde o ceú escureceu e começou a despencar o primeiro dos temporais do dia. E mesmo assim em meio a chuva chegou a Priscila, esta uma das nossas maiores apoiadoras, poxa nem sei descrever o carinho que tenho por ela! Hoje somos amigos e cumplices, e adoramos falar alguns palavrões. Quer dizer, ela briga comigo pois eu falo palavrão.
A iluminação e o som não tinha chegado, porém acha que desmarcariamos ou cancelariamos? De maneira nenhuma. A chuva deu uma trégua, e tudo chegou e foi montado. Porém o CineClube Assunção, e os voluntários da Corja Filmes estavam todos presos em alagamentos e trânsito, demoraram algumas horas, porém chegaram cheios de gás. Afinal tinham "comprado a briga".
Começamos o Sarau, com a Banda de Rock ""Mil Léguas", depois veio a Banda "Conspiração", excelentes, e olha que Rock nem é muito "minha praia".
A Andréa Iseki, (Corja), se desdobrando, fotografando e filmando, detalhe era dia de folga dela, e  encarando uma dupla jornada.
 Antes da terceira banda entrar começou uma pressão do Sr. Padre Alexandre, para desligarmos tudo, por causa da Missa na Igreja, Onde este ameaçou (indiretamente) a chamar a policia! Diminuimos o som não pela ameaça, mas por respeito aos beatos, e atrasamos a banda "Dimensão Alternativa", porém não desligamos nada, O Chapeú do Final de semana Cultural subiu pra fazer recitar uma poesia, depois disto colocamos um CD da Georgette Fadel de som ambiente, isso para perceber o que atrapalharia a Missa. O som em volume diminuído não atrapalhava, nem chegava até a Igreja. Assim chamamos Raquel Androszczuk e Robson Ventura para fazer "Voz e Violão". Foi uma delicia a apresentação deles.
O padre envergonhado ainda chamou eu e a Júlia a entrar na Missa, ir lá na frente, no altar, e veio com um discurso raso, dizendo aos fieis que nos apoiava e coisa e tal. Meia hora antes tinha ameaçado chamar policia (indiretamente). Não bastando ele diz que o projeto é da USP! Ahhhhh,  ele não ia nem nos dar a palavra, porém pedi, para corrigi-lo, "devo informá-los que este projeto não é da USP, mas surgiu de uma estudante da Universidade, além de ter outros estudantes, este projeto é de pessoas que tem atitude, respeito e carinho pela comunidade. E queremos sim que assistam a estréia e nos tragam criticas, pois queremos ouvi-los, e levar o filme como um retrato desta comunidade", saimos da igreja aplaudidos, porém falamos e corrigimos o que não era informação real!"
Quando a Missa acabou tivemos no salão do INKER o projeto de Capoeira CLARA-TE, foi lindo demais, tinha visto a tarde eles ensaiarem, este projeto tem bastante crianças, estas empenhadas, além dos adultos que são muito bons! O público ficou de boca aberta.
Enquanto rolava a capoeira, a Fernanda do Cineclube Assunção montou a tela, e trouxe o cinema para rua, neste momento não chovia mais, colocamos as cadeiras, testamos o filme. Tudo pronto.
Quando chamei a Júlia no palco, pegando ela de surpresa, ela ficou apavorada de tímidez, mas assim que é gostoso, sem discurso pensado, ela emocionada e muito nervosa procurava as palavras pra descrever o que era o projeto, e como chegamos até ali, foi lindo, natural e emocionante!
Começamos com os filmes da Oficina, onde a platéia reagia a cada personagem que aparecia na tela, pois eram todos seus vizinhos. No fim dos filmes da Oficina começou a cair outro temporal, onde poucos ficaram nas cadeira (estes com guarda-chuva), porém eles sairam para procurar um abrigo da chuva. Na exibição do média-metragem "KERALUX",que produzimos que perigou ser parada, porém a "guerreira" Fernada, cuidou de tudo para que A CHUVA não nos fizesse interromper o filme.
Devido a chuva, e a não possibilidade de projeção, tivemos que adiar o filme Paixão Popular, do Wagner(Nação São Miguel), porém iremos articular junto do Inker,  um dia que ele poderá vir exibir, não apenas este, mais outros filmes também.
Depois tivemos a Banda "BR's" esta que concebeu pelas mãos e sensibilidade do Doniño a trilha sonora do filme Keralux, executada com participação do Nicolas. Eles sou muito suspeito a avaliar, pois eu adoro o som deles.
Fechamos o Sarau, com a Banda Dimensão Alternativa, que mesmo o tempo estourando, conseguimos espaço para eles tocarem duas músicas.
O Projeto Keralux, Câmera e ação! agradece imensamente, a parceria e comprometimento de todos que se apresentaram, mas em especial ao Instituto União Keralux, que trabalhou todos esses meses arduamente para nos ajudar na realização. Os créditos desta realização não é apenas deste projeto, mas também deste instituto comprometido em oferecer o que é possivel para sua comunidade. Agradeço a Adriana Poveda, Evandro Colasso, Ariovaldo Molina e ao Mineiro. Estes sempre representando o INKER.

P.S. Nos posts anteriores coloquei as fotos separadas por grupos ou duplas que se apresentaram, importante creditar a fotógrafa Andréa Iseki, que foi até o evento para fazer as fotos e nos ceder.


Trailer do filme KERALUX




1º Sarau de Intercâmbio Cultural Ermelino/Keralux

Por:Andréa Iseki
Banda "BR´s" 
Esta banda assina toda trilha do filme KERALUX 
Concebida e executada pelo Doniño com participação do Nicolas

 Túlio, Doniño, Rafael e Nicolas
 Túlio, Rafael, Doniño (garrafas), Nicolas (flauta)
 Túlio, Doniño, Rafael e Nicolas

1º Sarau de Intercâmbio Cultural Ermelino/Keralux

Por: Andréa Iseki
Um encontro memorável em voz e violão: Raquel Androszczuk e Robson Ventura

Raquel Androszczuk

Robson Ventura

1º Sarau de Intercâmbio Cultural Ermelino/Keralux

Por: Andréa Iseki
Projeto de Capoeira CLARA-TE




1º Sarau de Intercâmbio Cultural Ermelino/Keralux

Por: Andréa Iseki
Banda Conspiração






Fotos do Sarau de Intercâmbio Cultural Ermelino/Keralux

Por: Andréa Iseki

Banda Mil Léguas





16 de fevereiro de 2011

ASSISTA TRAILLER DO MÉDIA-METRAGEM "KERALUX" (click aqui)

Trailler do documentario, média -metragem sobre o Jardim Keralux, bairro da Zona leste de São Paulo.
Realizado pelo Projeto Keralux, Câmera e Ação, este formado com integrantes de Grupos de Cinema da Cidade de São Paulo e ABC Paulista.(Corja Filmes, Cinema de Guerrilha e Cinestésicos)
2011/Doc./aprox.40'/Cor

Direção: Juliana Cavalcanti
Roteiro: Juliana Cavalcanti, Julia Trommer, Edson Costa
Produção: Julia Trommer
Fotografia: Alexandre Elaiuy
Som: Jeff Barbosa
Concepção Trilha Sonora: Doniño
Execução Trilha Sonora: Doniño
Participação em execução de Trilha Sonora: Nicolas Menezes
Assistente de Direção: Edson Costa
Assistente de Produção: Aline Gaia e Fernando Jorge
Entrevistador: David Bezirganian
Making Off : Lucas Duarte de Souza
Designer Gráfico: Marcius Orlandi
Assessora de Imprensa: Andréa Iseki
Edição: Ailton Pinheiro, Luma Reis e André Gomes
Finalização: Luma Reis e André Gomes

Ficou com gostinho de quero mais, programem-se...

A estréia será dia 27 de fevereiro, no 1º Sarau de Intercâmbio Cultural Ermelino/Keralux
Rua Bispo e Martins, s/n (em frente ao Instituto União Keralux - INKER) Jd. Keralux - São Paulo-SP

16HS CINECLUBE, TEATRO, POCKET SHOW MUSICAIS, ESQUETES, CIRCO...
19HS CONCENTRAÇÃO EM RODA DE MARACATU NA PRAÇA SAIDA DE CORTEJO PELAS RUAS DO BAIRRO
20H30 ESTRÉIAS DOS FILMES DOCUMENTÁRIOS - "TODOS REALIZADOS SOBRE E PELA COMUNIDADE"
22HS SHOW DA BANDA BR'S - BANDA QUE CONCEBEU E EXECUTOU A TRILHA DO FILME "KERALUX"

9 de fevereiro de 2011

Avaliação do Desenvolvimento do Projeto (entregue ao VAI em janeiro de 2011)

Avaliação do Projeto Jd. Keralux, Câmera e Ação – VAI 2010


A avaliação está dividida, como em seu cronograma, em duas etapas, a do documentário e a da oficina para a comunidade:

O Documentário

As frequentes visitas ao bairro Jd. Keralux, nos aproximou de alguns entrevistados, como lideranças políticas, e atores sociais. Assim, não correndo o risco de marcar a entrevista e acabar não acontecendo, e  após conhecê-los criamos as pautas  Além de uma pauta para entrevistas casuais, onde se tivéssemos alguma “brecha” de tempo ocioso, aproveitaríamos para ir a campo para entrevistar pessoas da comunidade, que não tínhamos planejado.
Importante ressaltar, que estava em período de eleições e fomos confundidos com publicitários políticos, e a comunidade enxergava que queríamos explorar a imagem deles “comunidade carente”. Este foi o nosso maior contra-tempo, convencê-los que éramos realmente cineastas, e que estávamos fazendo o documentário  para eles, que seria uma ferramenta para documentar a identidade, e a história da comunidade. Além disso, algumas pessoas nos pediram cachês.
Outra situação que enfrentamos, foi quando alguns moradores da região mais humilde e sem infra-estrutura do bairro, que estavam nas ruas, quando viram a câmera, entraram todos para suas casas, e mandaram as crianças entrarem. Depois de um tempo conversando com as donas de casa, descobrimos que há alguns anos um grupo de pessoas que se diziam estar fazendo um filme, fotografaram e filmaram as crianças, a comunidade fez a maior “festa”, as crianças brincaram em frente as lentes. Dois dias depois, as fotos destas crianças estampavam os jornais, com a manchete: “Crianças doentes, brincam no meio do lixo e esgoto”. Este acontecimento causou um grande trauma, onde as mães das crianças que saíram na foto, ficaram dias sem sair de casa de tanta vergonha, e quando saíam eram apontadas nas ruas. Mesmo assim, depois de conversarmos muito, conseguimos uma entrevista com uma dessas moradoras, a Dona Valdeci.
            Nas outras diárias, mesmo tudo planejado e confirmado, tivemos entrevistados querendo remarcar entrevista ou que não apareciam, assim, o roteiro de entrevistas casuais foi sendo cada vez mais usado. Por um lado, fomos nos adaptando a cada imprevisto do dia, mas uma coisa é certa, o filme foi tomando a cara da comunidade, onde temos mais os moradores falando, do que personagens que se rotulam lideres comunitários. Daí veio uma escolha da direção, a dona Valdeci, assim como qualquer um dos líderes, serão e terão o mesmo espaço no filme. Além de não buscarmos materiais de arquivo, pois apenas com a história contada, o espectador poderá  ver da mesma forma, o que ocorre em outras periferias, essas vidas e batalhas.
As diárias que seriam seis, se tornaram oito, isso por termos negociado com a locadora de equipamentos, de ficarmos com o equipamento no fim de semana que estaria entre duas diárias sem custo adicional.
Nas últimas diárias, tivemos uma das melhores entrevistas, olhando por um fator histórico, onde uma assistente social, vereadora em outro bairro, nos falou sobre o Jd. Keralux, sobre o loteamento e a grilagem , sobre as inúmeras reintegrações de posse e ainda sobre a  prisão popular de um delegado,este acusado de vender lotes ilegais. Começou a ser uma grande dificuldade parar de gravar, pois neste momento surgia entrevistas e pautas que seriam interessantes, mas era importante fechar esta etapa e iniciar a edição, só voltaríamos a gravar se fosse fundamental.
No momento, o filme está em seu segundo período de edição, onde trocamos de editor, pois ele não estava executando adequadamente o seu trabalho, e para o segundo corte fizemos uma repescagem nas entrevistas, buscando uma maior profundidade, e na tentativa de criar um debate entre os entrevistados, onde um complementa ou argumenta com o outro.
Uma coisa é certa, teremos não apenas um filme ambiental, mas extremamente social, onde inúmeras periferias da nossa cidade irão se identificar com o Jd. Keralux.


A Oficina

Abrimos as inscrições durante três semanas, através de cartazes, boca-a-boca, anúncio durante a missa, sendo cinco postos para inscrição. E mesmo com tudo isso, tivemos apenas cinco inscritos. Na véspera do início das aulas, fizemos um panfleto, convite para o curso, e fomos na Feira Noturna do bairro abordar pessoas para levar as aulas. Começamos o curso com nove alunos. Mantivemos aberto para entrar nas aulas, durante mais duas semanas, para que os alunos pudessem convidar amigos.
Já na primeira aula, fizemos dinâmica de apresentação, para eles se entrevistarem usando a câmera,  estas que esteve sempre nas mãos de alunos e professores registrando as aulas. Chegamos a ter 16 alunos flutuantes, pois as faltas eram constantes. Mesmo assim, chegamos a seguinte conclusão, não vamos punir, ou obrigá-los a estar presentes em todas as aulas em troca de certificado. Vamos agir, deixando a aula cada vez mais interessante, para que eles não queiram ir embora. Isso foi um grande acerto, pois depois quando nos conhecemos um pouco melhor, soubemos que as faltas eram justificáveis, devido a trabalho ou escola, e se “puníssemos” era capaz de ficarmos sem nenhum aluno.
Em um segundo momento, o problema que tivemos foi com relação ao espaço, não pela falta dele, mas por uma falta de responsabilidade por parte da instituição que nos cedeu. Começamos as aulas no Centro Comunitário Nossa Sra. Aparecida, mas houve dias que chegamos e onde iríamos utilizar para a aula estava havendo festa. Apartir daí fomos para o outro espaço, o qual  usaríamos somente no momento final da Oficina nas aulas de edição, como a situação no espaço anterior começou a ficar insustentável, mudamos o local das aula definitivamente para o Instituto União Keralux (INKER) o que foi um ganho, pois a estrutura do INKER é melhor e tivemos apoio técnico sempre presente.
            Aplicamos algumas atividades criativas para os alunos fazerem em casa, mas também não obrigatória, mas quem as fazia era contemplado com a utilização de sua atividade em outra na sala de aula , como motivo do exercício. Assim quem não as fazia acabava adquirindo interesse em fazê-la e nos pedia para fazer e entregar atrasado, podendo observar suas idéias sendo discutidas em aula.
As aulas acabaram se estendendo para além do horário, em alguns dias, onde todos queriam expor suas idéias e roteiro, ou mesmo quando os alunos perguntavam diversas coisas referentes a cinema.
Dividimos o curso em três etapas, a primeira de preparação e sensibilização para o documentário, onde partiríamos de um caso, foto, música, personagem iniciando idéias para o desenvolvimento do roteiro. Neste momento da oficina, tínhamos nove alunos, estes todos comprometidos com as próximas etapas da oficina. Foram formados três grupos de trabalhos, que escolheram os seus temas e colegas do grupo, sendo os seguintes temas desenvolvidos:

-         Gravidez na adolescência
-         Arte na Juventude
-         História do Jd Keralux

A segunda de pesquisa e produção, e pauta de entrevista, iniciando as gravações. Mas antes de saírem em dia de aula para gravar fazíamos com cada um dos três grupos, uma avaliação técnica, pensando o que fazer para termos uma iluminação e som de maior qualidade com o mesmo equipamento.
A terceira e última foi de edição, onde realizamos a análise do que foi gravado, mas uma avaliação de conteúdo, na tentativa de buscar um olhar de montador e diretor em cima do que tivemos como discurso, mensagem ou informação.
Entre todas as etapas, a única que sofremos mais foi na de edição dos vídeos, onde os computadores não aceitaram o programa, não tinha leitor de DVD em todas as máquinas, resolvemos com HD externo e cabo USB, depois tivemos problema com  número de série do programa. Então, mesmo com apoio e suporte técnico não foi possível por questão de tempo editar com os alunos em aula. Nas duas últimas aulas, como forma de solucionar o problema e não perder o trabalho, os alunos separaram o que entraria nos seus filmes, roteirizaram a edição(decupagem) e na última aula, levamos os filmes prontos editados pelos professores de edição.
Os editores fizeram as seguintes observações: os materiais ainda não tinha grande qualidade técnica, mas que a medida que eles foram gravando, essa qualidade aumentava, isso por aprenderem a manusear e fazer com a mesma câmera, a melhora foi justamente na técnica que eles foram adquirindo. O conteúdo gravado em entrevistas existe profundidade, e isso é de um olhar formado e sensível.
O nosso maior estímulo ou bonificação, foi contemplar a emoção dos alunos quando assistiram seus filmes projetados, ali por enquanto apenas entre nós, e quando terminou a apresentação e se iniciou a conversa não existem palavras que revelem a emoção deles, mas sim lágrimas nos olhos, ou vozes engasgadas. Um dos alunos apenas faz uma afirmação, “ Agora eu sei porque vocês fazem cinema!”
Apesar dos contra-tempos a oficina atingiu seus objetivos, onde o principal é deixar com a comunidade não apenas câmeras, mas também documentaristas e cineastas iniciados, com um olhar sensibilizado para dar frutos, um olhar da própria comunidade. Assim,  num futuro próximo teremos mais vídeos do Jd.Keralux rodando em cineclubes e festivais. Ao final, foram sete concluintes da Oficina, alunos que variam em idade, sendo dois de 15 anos, uma de dezessete, três  entre 24 e 29, e um de 45 anos.

Avaliação e depoimento feito por Edson Costa
(coordenador da Oficina / ass de direção do Documentário)
Revisado por Julia Trommer
( arte-educadora da Oficina/ produção do Documentário) 



13 de janeiro de 2011

DIA 27 DE FEVEREIRO, SARAU DE INTERCÂMBIO CULTURAL ERMELINO/ JD KERALUX


HAVERÁ AS ESTRÉIAS DOS DOCUMENTÁRIOS QUE FIZEMOS SOBRE O JARDIM KERALUX, MÉDIA-METRAGEM E TRÊS CURTAS DE MORADORES DO BAIRRO DESENVOLVIDOS DURANTE AS OFICINAS.
INTERESSADOS EM LEVAR CENAS TEATRAIS, POCKET SHOWS, CORTEJOS, CIRCO E TUDO MAIS. (teremos espaços internos para apresentações mais intimistas) 

FAVOR ENTRAR EM CONTATO ANTES DO DIA 18 DE FEVEREIRO.


CONTATOS:

costtaedson@gmail.com, ou no telefone 6233-0116 (oi). 
keralux.camera.acao@gmail.com


TUDO ACONTECERÁ NO BAIRRO JARDIM KERALUX.

MARQUEM EM SUAS AGENDAS, SERIA ESPECIAL APRESENTAREM ALGO OU IR ACOMPANHAR O EVENTO, ESTAMOS MOVIMENTANDO GRUPOS E PROJETOS DA ZONA LESTE, INTERESSADOS EM ESTAR NA CENA DA ZONA LESTE, QUE POSSUI UMA
GRANDE EFERVECÊNCIA E FORÇA.

5 de janeiro de 2011

Olá Keralux e interessados...

Continuarei agora a postar textos e depoimentos sobre  o projeto.
Nos relatos sobre o  filme não colocarei  mais como diária, mas à partir das entrevistas, ou cenas capturadas do cotidiano do Keralux. Não tem mais como fazer por diária, pois todas essas oito diárias se misturaram em minha memória, e além disso claro, em todo nosso processo de Edição, acabei vendo o material gravado, assim a perspectiva muda um pouco, mas também teremos um ganho... posso escrever sobre entrevista que não estava presente no momento da gravação.
Passamos já pelas gravações, algumas etapas da edição, a oficina de documentário com a comunidade, que aliás poderia aqui escrever muita coisa sobre essa etapa, que resumindo foi uma delicia, mas vamos por partes. 

Um pouco da Oficina

No último sábado de novembro começaram as aulas, quatro horas por sábado., tivemos dificuldade nas incrições, onde o nome da oficina deve ter assustado um pouco, "Oficina de Documentário, através de uma lente Sócio-Ambiental", tivemos cinco inscrições para 30 vagas, começamos as aulas para não atrasar o cronograma, porém mantivemos a possibilidade da entrada de novos alunos, por mais duas semanas. As poucas inscrições não foi por falta de esforços, pois fomos até na feira do bairro, com panfletos, "convites", e entregamos aos que abordavamos e se interessavam, e alguns alunos trouxeram outros interessados, chegamos a ter 16 alunos, estes que flutuaram, pois alguns faltavam, mas tivemos 7 alunos concluintes, estes que produziram três curtas metragens de documentário com  os seguintes temas: Gravidez na adolescência, arte na juventude e história do bairro Jardim Keralux.
Decidimos não penalizar nenhum aluno, por motivo de falta, mas mudamos um pouco o programa do curso, tornando este mais interessante, onde buscamos por prática e geração de idéias entre os alunos e explorando em aula. 
Uma delas foi um exercício que pedi a eles no primeiro dia de aula, onde eles deviam pegar alguma foto, ou desenho que tivesse algum significado para eles,  á partir dele criar um texto, podendo ser um conto, uma carta, uma poesia, uma música. Eles levariam os dois na aula. Como nenhuma dessas tarefas eram obrigatórias, apenas dois, de oito alunos, que estavam presentes no primeiro dia, trouxeram a atividade na aula seguinte. O exercicío se deu da seguinte forma, a foto não é mostrada, onde o realizador do texto escolhe algum outro aluno para ler, todos com papel e caneta, quando ouvem o texto escreve todas as imagens que vem a cabeça. Terminado o texto, cada um fala das imagens que escreveu. Depois de todos falarem, já temos quase um roteiro a partir do texto... mas o mais incrivel é quando a imagem é revelada por seu dono. Depois dos dois textos aplicados no exercicío, os outros alunos pediram para poderem fazer o texto, e realizarmos esta dinâmica nas outras aulas também. Isso também nos deu grande estímulo, onde percebemos estar caminhando no sentido certo.
Outro momento do curso que foi uma delícia, foi quando levamos a eles um exercício de como explorar os temas de um documentário, por onde caminhar.
Onde eles em sorteio pegavam um tema, um local, e dois personagens ( estes escritos por eles mesmos). Na maioria das vezes nada tinha a ver com nada, e mesmo assim eles tinha que escrever um argumento para documentário com esses elementos todos, e ainda justificá-los. Onde o mais bacana foi ver o que eles fariam com esses problemas, Assim criaram divertidos e grandes idéias de roteiro para documentários.
Uma das coisas que ganhei de presente destes alunos foi uma vontade e desejo de continuar dando aula, e assim contaminando os alunos com o fazer arte e cinema.